ACADEMIA P - Como se perde uma república, com Rui Tavares
ACADEMIA P - Como se perde uma república, com Rui Tavares está esgotado e será enviado assim que estiver de novo em estoque.
Não foi possível carregar a disponibilidade de recolha
Descrição do evento
Acompanhe, com pormenor, os acontecimentos da queda da 1ª República, há cem anos — nas suas múltiplas dimensões políticas, económicas, sociais e das mentalidades — na esperança de encontrar respostas para a nossa própria crise democrática.
Sessões
1ª sessão:
Bonzos, canhotos e a geringonça de 1925
1 de Outubro
Em Novembro de 1924, os operários de Lisboa saíram à rua para se despedirem de Fernão Botto Machado, um dos poucos deputados socialistas que sentiam ter defendido a sua causa logo no início da Iª República. Poucos dias depois, tomou posse o «governo canhoto», de aliança entre o centro esquerda e a esquerda radical, uma geringonça de há cem anos, com José Domingues dos Santos a liderar durante os apenas três meses da sua duração, em constante tensão com os «bonzos», sector dominante no Partido Democrático, liderado por António Maria da Silva. Este primeiro acto permite-nos pôr em cena as personagens dramáticas que nos vão acompanhar até ao fim, os políticos do ocaso republicano cujos nomes — não por acaso — são hoje muito menos lembrados do que aqueles, de Teófilo Braga a Manuel de Arriaga, de Bernardino Machado a Afonso Costa, que fundaram o regime.
2ª sessão:
Artur Alves Reis, o homem que inventou dinheiro
8 de Outubro
Poucos dias depois da queda do governo canhoto, começaram a chegar ao país malas de dinheiro com o equivalente a um por cento do PIB nacional — mais de cinco mil milhões em dinheiro de hoje. O destinatário era um homem que poucos meses antes tinha estado preso por fraude — Artur Virgílio Alves Reis — e que, depois de ler um discurso no parlamento sobre a emissão de moeda, gizou um plano audaz: e se fosse ele próprio a ordenar um aumento da circulação de notas bancárias, sem conhecimento do governo? A burla de Alves Reis, a maior de sempre da história portuguesa, e talvez das maiores da história financeira global, é bem conhecida. Mas é pouco lembrada no contexto do fim da Iª República, cujo último ano acompanhou. Como faremos nós?
3ª sessão:
A morte de Madame Brouillard, a vidente do século XX português
15 de Outubro
Teria alguém conseguido prever que aquele era o último ano completo da Iª República? Se houvesse alguém, teria de ser Madame Brouillard, a famosa vidente e quiromante do Chiado que foi a favorita de políticos e governantes do fim da Monarquia ao fim da República. Mas Madame Brouillard morreu em Setembro de 1925, e, de qualquer forma, Madame Brouillard não existia. O seu verdadeiro nome era Virgínia Rosa Teixeira, vinha de Vila Real, e a sua história de viagens pelo mundo até ao Chiado nunca foi bem esclarecida. Mas a importância da personagem que ela criou no meio social, cultural e político lisboeta é indubitável, bem como o interesse generalizado pelo espiritismo, da cartomancia e de outras práticas esotéricas que nos permitem ajudar a caracterizar os tempos de incerteza dos anos 1920.
4ª sessão:
Tudo se desmancha: os últimos meses e o golpe do 28 de Maio
22 de Outubro
A partir de Janeiro de 1926, está em marcha a conspiração que levará ao golpe do 28 de Maio e ao fim da Iª República — ou pelo menos assim o entendemos hoje. Mas terá sido mesmo assim que foram lidos os acontecimentos pelos contemporâneos? A sucessão de golpes, as contradições das suas lideranças e, acima de tudo, as consequências involuntárias dos seus actos tornaram-nos menos legíveis no momento do que em retrospectiva. Terão os portugueses da República percebido que tinha chegado o seu fim? Essa é a pergunta a que esta aula procurará responder.
5ª sessão:
As revoltas de Fevereiro de 1927 e o nascimento da ditadura mais longa da Europa Ocidental
29 de Outubro
Em Fevereiro de 1927, uma revolta no Porto, que rapidamente encorajou uma réplica em Lisboa, foi a primeira tentativa de resistir à ditadura. A resposta foi brutal: dezenas de mortos e centenas de feridos em cada uma das cidades. As revoltas de Fevereiro de 1927 representam uma primeira consciência do problema que se apresentava ao país: tinha havido um corte com a tentativa democrática da Iª República e a ditadura estava para durar. Só ninguém sabia quanto. A última aula será dedicada aos primeiros tempos de uma resistência que ninguém saberia que iria durar quase cinquenta anos.
Como Funciona?
- 5 sessões de 1h30 cada
- 5 semanas
- Semanal, entre as 21h00 e as 22h30
- Sessões online, na plataforma ZOOM
- Sebenta do curso
- Certificado de participação
- Acesso às aulas gravadas
- Data de arranque – 1 de Outubro de 2025
- Preço: 140€ | Preço Assinantes Público e membros Clube Tinta-da-China: 95€
CAMPANHA DE RESERVA ANTECIPADA
OS PRIMEIROS 100 INSCRITOS RECEBEM DE OFERTA A CAIXA COM OS SETE VOLUMES DE AGORA AGORA E MAIS AGORA.OFERTA LIMITADA AO STOCK EXISTENTE E POR ORDEM DE INSCRIÇÃO.