Madame Lavoisier, condessa de Rumford – Das luzes dos salões ao calor dos canhões, de Manuel João Monte
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Sobre o livro
Paris, 1834. Duas jornalistas clandestinas procuram entrevistar uma mulher quase apagada da história. O seu nome: Marie-Anne Lavoisier – que, nas palavras de Roald Hoffmann, merecia uma ópera. Tradutora, ilustradora e colaboradora decisiva no nascimento da química moderna, Marie-Anne viveu no centro de um dos períodos mais turbulentos da Europa, ao lado de Antoine Lavoisier – o cientista brilhante que seria guilhotinado em 1794. Através destas entrevistas ficcionadas, emerge um retrato vivo dos salões iluministas, da Revolução Francesa e das tensões entre ciência, poder e ambição. Filósofos, artistas e músicos cruzam-se com uma mulher de espírito indomável, marcada também pela relação tempestuosa com o seu segundo marido, Benjamin Thompson, conde de Rumford – eminente físico e militar. Entre romance histórico e reflexão sobre a ciência, este livro devolve voz a uma figura extraordinária e revela como a razão, a imaginação e a coragem podem abrir novas luzes mesmo nos tempos mais sombrios.
Sobre o autor
Manuel João Monte é professor jubilado convidado da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e investigador integrado do CIQUP – Centro de Investigação em Química da Universidade do Porto, no âmbito do Institute for Molecular Sciences.
Publicou mais de uma centena de artigos em revistas científicas internacionais, com avaliação por pares, sobretudo na área da termodinâmica molecular e é membro do Conselho Consultivo da Revista The Journal of Chemical Thermodynamics (Elsevier).
Tem desenvolvido, também, actividade na intersecção entre ciência e literatura, tendo traduzido para português, a partir dos manuscritos originais, as peças de “Ciência no Teatro” Oxigénio (2005), de Carl Djerassi e Roald Hoffmann, e Falácia (2011), de Carl Djerassi.
É autor de quatro peças, escritas em estilo dialógico, publicadas pela U. Porto Press: O Bairro da Tabela Periódica (1ª edição, 2019; 2ª edição, 2022; distinguido com o Prémio José Mariano Gago da SPA), Arsenicum (2020), Que Coisa é o Mundo (2021, em co-autoria com Sofia Miguens) e Phosphorus – Entre Vénus e Lúcifer (2023).
