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Colecção Médicos Escritores 17 - Paranóia (Júlio de Matos)

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A PARANÓIA, de 1898, longo escrito panorâmico, corresponde, nas próprias palavras do autor, a um ensaio sobre os delírios sistematizados; uma magistral antologia na qual se compendia e descreve, de modo evolutivo e compreensivo, as várias formas vesânicas de loucura, com especial ênfase na patogenia, nas transformações e nas filiações teóricas dessa forma tão nodular de doença mental.

Citando Eugénio Tanzle, autor particularmente prezado por Júlio de Matos, “com a paranoia, encontramo-nos face a face com o nó autêntico da pura loucura”.

No decurso de todo o texto, o leitor sente a profunda afeição que Matos nutre pela cultura psiquiátrica francesa, sua contemporânea. É, sobretudo, o trabalho de desmontagem dos mecanismos delirantes o que mais o seduz. Nessa perspectiva, a importante abordagem de Lesègue ao delírio de perseguição é, para Matos, exemplar.

A marcha insidiosa, e, muitas vezes, silenciosa, que vai da incubação à instalação do delírio, o trabalho lento de sistematização das representações delirantes, a quase absoluta ausência de outros sintomas, o desenho expansivo da personalidade, em suma, a clareza lúcida da construção psicótica, constituem momentos chave de esplêndida monografia/tese escrita por Júlio de Matos, plenos ainda na actualidade no modo de enunciar o tema e na tentativa conseguida de o penetrar psicologicamente.

Importantes inspirações e verdadeiros maîtres-à-penser do psiquiatra português são os fundadores da grande psiquiatria clássica francesa, em que se perfilam de modo constante, ao longo do texto, Foville, Morel, Magnan, Lasègue, Falret. A referência e o debate minuciosos dos temas centrais relativos à paranoia permitiam, já na época de J. Matos, a defesa e a ilustração da psicopatologia francesa. Júlio de Matos não se eximiu a fazê-lo com a justiça apropriada, e com um cânone literário cultivado e elegante, a exemplo da sua fonte francesa.

Não omitiu, porém, a contribuição das concepções post-românticas da psiquiatria alemã pré-kreapliniana. A menção aos autores germânicos (Westphal, Kafft-Ebing) permite a Matos descrever a tectónica dos sistemas delirantes e as respectivas forças de atracção e de associação das ideias e conceptualizar os tipos etiopatogénicos e evolutivos (primitivos, ideopáticos, crónicos, por oposição aos secundários, sintomáticos e agudos) e as formas temáticas mais frequentes (persecutória, ambiciosa, religiosa ou mística, erótica).

António José Albuquerque

Médico Psiquiatra e enciclopedista ( -5 de Dezembro de 2017) 


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